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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Heróis


Cada um sabe o herói que habita dentro de si. Sempre tive em mente que as pessoas defendem aquilo que viveram. Seja para angariar verba para comprar uma roupa nova ou um empreendimento maior como um carro, um desafio profissional ou conquistar um estágio. Não há boas histórias sem heróis que as defendam com unhas e dentes.

"Vendi minha mãe, peguei o trem no Brás às 18:00 na segunda-feira, comi churrasquinho grego no centro de São Paulo e ouvi Sandra Rosa Madalena em plena virada do ano na Av. Paulista..."

Ttoda essa situação dramatizada era para dizer sobre uma economia, com a finalidade de comprar algo.

Os heróis sao assim, enaltecem suas conquistas para mostrar às pessoas que foi importante, que valeu a pena. Não se deve, nunca, desmerecer a conquista de alguém. Dramática ou não, a história ouvida mostra a vontade não de se vangloriar, mas de passar uma lição de vida a qual pode ser seguida ou ignorada, mas acima de tudo, deve ser respeitada.

Talvez a sociedade tenha esquecido de seus heróis as vezes anônimos, ou não, pois temos o youtube...certo?...mas as pessoas nunca devem esquecer e deixar mofar sua capa vermelha com sua espada de Greiscow, afinal NÓS TEMOS A FORÇA!

terça-feira, 4 de maio de 2010



Qual a semelhança entre o corvo e a escrivaninha?


No filme Alice in Wonderland, a personagem principal é sempre indagada pelo chapeleiro louco se sabe a semelhança entre o corvo e a escrivaninha. E ao final da trama, quando questionado por Alice, o chapeleiro da a seguinte resposta: "Não tenho a mínima idéia"


Isso me lembra muito um professor da faculdade que no meio de um debate sobre Rodada Doha, pergunta para a sala: "Qual a melhor solução para a Rodada Doha" e no final do debate ele responde "Não há solução", fui obrigado a aplaudir, afinal o cara soube imitar o chapeleiro louco como ninguém. O único problema é que até hoje ele não deu a resposta certa.


Mas venhamos e convenhamos, a Alice no final do filme estava mais para Izabel da novela das oito, com aquela sinceridade toda, do que a menina meiga que era antes de cair no buraco, portanto, podemos chamá-lo de "buraquinho do desenvolvimento", até porque Alice se torna uma empreendedora assim que volta à superfície.


Ah, a Rainha Branca. Não posso me esquecer daquela bondade e todo aquele carinho. Mas também preciso comentar sobre toda aquela frescura. Confesso que exista gente fresca, mas naquele estado já podemos dizer que se trata de vingança contra pessoas frescas.



Brincadeiras a parte, Alice no País das Maravilhas é um excelente filme, lindo, engraçado, encantador e garanto, vale a pena assistir. Tive o prazer de assisti-lo em EXCELENTE COMPANHIA (Né) e numa boa sala cinema.
É inevitável as comparações com pessoas ou situações do nosso dia a dia, até porque, quando a história original (sem o pó de pirlimpimpim da Disney) foi escrita se tratava de uma crítica a sociedade da época e algumas analogias ainda são possíveis.
Está aí, mais que recomendado, um filmão para toda a família.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

História de superação
Ontem cheguei em casa e senti uma leve dor de barriga, controlável. Ao ir tomar banho constatei que o vaso estava entupido e acabei por ir dormir sem fazer as devidas necessidades. Hoje cedo ao acordar, já morrendo de vontade de ir ao banheiro, vi que o mesmo ainda se encontrava com o problema anterior. Comecei a ter cólicas, não aquelas de diarréia, mas cólicas que impossibilitavam meu caminhar, que a esta altura estava igual a dos pinguins. Me troquei, desci as escadas beeeeeeeeeem devagar. Cheguei na portaria, olhei para meu lado esquerdo e avistei as piscinas, onde vários banheiros estavam disponíveis. Mas ao me verem indo para o lado das piscinas as seis da manhã, os porteiros achariam no minimo estranho. Resolvi não ir, foi quando a cólica apertou ainda mais. Entrei na portaria e pedi:
Fulano, me empresta a chave da academia?
Corri para o prédio da academia, tinha três andares Adivinha em qual andar ficava a academia?Cheguei ao terceiro andar, neste momento, já arrastando os pés, parecendo um pouco com os zumbis de thriller.
Já na frente da sala da academia...onde estavam os aparelhos? A chave não entrava na porta. O desespero. Meu Deus, a academia mudou de sala!!! Desci para o segundo andar, havia um funcionário do condominio nele.
Indaguei: Moço, pelo amor de Deus, onde está a academia???
Na porta ao lado - ele respondeu.
Olhei para a porta, ela brilhou, como se eu estivesse naqueles joguinhos do super nintendo, onde a porta certa brilha pra vc. O cara no minimo pensou que eu estava disposto demais para fazer exercicios, o que me deixou aliviado, pois não levantei suspeitas de que iria entrar lá para usar o banheiro. Entrei, olhei o salão em busca do letreiro "masculino", o que não faria diferença, estava quase cagando na esteira. Entrei, foi quando ouvi sinos, passaros, borboletas cairam aos meus pés, enfim, um alivio descomunal tomou conta de mim. Desci as escadas cantarolando, neste momento já andando normalmente. Cheguei na portaria para devolver a chave e ouvi:
Obrigado
Eu respondi: Vai por mim, quem agrace sou eu.
E saí para trabalhar.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Qualquer coisa, menos normal


'Psicopata comunitário', aquele indivíduo que pode não ser um serial killer, mas causa estrago por onde passa. É gente que nunca foi presa, mas que tem muito em comum com os psicopatas mais perigosos, desde traços de comportamento até o funcionamento de circuitos cerebrais, alerta. Podem estar nessa categoria tipos como o malandro golpista 171, o sujeito que não tem emprego e vive de rolo, aquele que cultiva amizades por interesse e descarta as pessoas depois de obter o que deseja, o sujeito que vive de explorar a tia velhinha, o executivo inescrupuloso que desfalca a firma. Este último, também conhecido como psicopata corporativo ou do colarinho-branco.

É claro que todo mundo tem seu dia de fúria e um pecado para esconder - uma trapaça no jogo, uma mentira, uma baixaria no trânsito. Estar agressivo e violento é muito diferente de ser agressivo e violento ou, em última análise, um psicopata. A doença se caracteriza pela repetição, desde a infância ou há pelo menos dois anos, de atos anti-sociais que lesam os outros, sem remorso nem culpa. 'O psicopata assassino é frio e calculista, mas o comunitário é afável, agradável, sedutor, carinhoso. A gente consegue reconhecê-lo quando algo dá errado e ele fica agressivo'

Essa ampliação do conceito de psicopatia para além dos muros das prisões leva a uma conta pouco animadora. Se a doença, em sua forma mais crônica, afeta 3% da população masculina e cerca de 1% da feminina (mais que o diabetes, com 1% a 2%), os psicopatas comunitários devem ser bem mais numerosos. Além disso, eles passam muito bem por cidadãos comuns com pequenos problemas de conduta ou falhas de caráter. Principalmente em sociedades mais permissivas, como a do Brasil, que, não por acaso, durante muito tempo foi a terra do jeitinho. Eles fazem a festa justamente onde a estrutura social não é muito definida: em mudanças de regime, como paladinos da justiça; nas igrejas, como sedutores líderes religiosos; na política, nos ambientes ligados ao misticismo.
Alguns sintomas da "Psicopatia"
Elaborada pelo canadense Robert Hare, ela é um instrumento importante de diagnóstico (seu uso isolado, no entanto, não basta para determinar se alguém é psicopata ou não)
Desembaraço/charme superficial
Sentimentos insuflados de importância pessoal
Busca por estimulação/sensibilidade à monotonia
Mentira patológica
Manipulação e chantagem
Ausência de remorso ou culpa
Emoções superficiais
Ausência de empatia com os outros
Estilo de vida parasita
Controles comportamentais precários
Promiscuidade sexual
Problemas graves de comportamento na infância
Ausência de objetivos de longo prazo
Impulsividade
Irresponsabilidade
Incapacidade de se responsabilizar por suas ações
Casamentos/relacionamentos de curta duração
Delinqüência juvenil
Violação de condicional
Versatilidade criminal
PS: Flora, eu te amo...hahahahahaha!!!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

I gotta find you

Não há pedras no chão onde piso
As rosas que pego nas mãos já não possuem espinhos
A chuva não molha minha alma,
pois esta já se afogou em prantos, que ninguém jamais entenderá.
Me ofereça o melhor de tua alma
Teu corpo não me interessa, ele perecerá
Conceda-me o coração
E suas virtudes virá a tona
Cale-se!
E deixe as palavras unirem-se aos sentimentos,
Que jamais sentiu
Teu corpo deseja!
O coração necessita!
A alma clama!
Por amo

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008


As vezes abro a janela do meu quarto e fico a observar a paisagem diante de mim. Vários prédios em volta e um pouco adiante um grupo de árvores que balançam. Elas vão pra direita lentamente e quando alcançam seu limite voltam para a esquerda. Quando já cansadas de serem empurradas pelo vento, enrigessem e ficam inertes. Fico a imaginar o que cochicham entre si, já são bem antigas, enraizadas naquele lugar por anos, décadas, passando por gerações, vendo o que muitos não vêem. Cansado do vai e vem das árvores olho para baixo, já que moro no primeiro andar, vejo as crianças brincando, sem preocupações, até que uma delas vem em alta velocidade com a bicicleta e acaba perdendo o controle, estatela no chão. Sua mãe vem correndo em seu socorro e começa a acalmar a criança que em soluços se desespera com o sangue no joelho, no final, tudo não passou de um susto e um arranhão o qual virará história nos corredores da escola.
Um barulho de passos apressados me chama atenção e da minha janela olho pra direita onde vejo um grupo de cinco crianças, onde duas discutiam e as outras três observavam. Prestei atenção no que falavam as duas que discutiam. Era sobre "cards", onde em um jogo uma delas havia perdido mas em prantos se recusava a entregar o prêmio apostado, o qual protegia entre os dedos. E a cada momento que passava, o ganhador encurralava a outra criança na parede. Resolvi não interferir, já que as duas aparentavam ter a mesma idade e em um jogo ela tinha de ter a consciencia de que se perdesse teria de dar o prêmio. Procurei a face das outras três crianças e percebi que elas pediam com os olhos a briga iminente na situação.
Houve um empurrão, um soco, choro e aplausos, gritos, vaia, tudo em uma fração de segundo, onde o perdedor saiu correndo para casa.
Fiquei pensando se deveria ter interferido, pois eu na situação da criança desejaria um adulto a meu lado.
Enfim, nada mais estava me satisfazendo na janela, mas antes de me retirar pro quarto, reparei em infinitas janelas que faziam parte dos inúmeros prédios do condominio, refleti sobre as pessoas que dali tiravam histórias, fofocas, chochixos, pessoas que gritavam, choravam, observavam, debruçavam para fumar, sorrir, curtir a brisa ou ver os pingos de chuva.´
E acabei por me retirar sorrindo da situação, e visualisando em minha mente cada janela com uma pessoa com a cabeça para fora e espiando, pensei em que poderia passar em suas mentes e infinitas hipóteses se apossaram de mim. Por fim, me joguei na cama, peguei um livro e logo me veio o sono, com janelas rodopiando e dispersando no ar.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Capítulo I


"Ele caminhava por uma estrada estreita, escura, e ladeada por arvores secas e sem vida, até chegou a pensar, como que aquelas arvores ainda permaneciam de pé. Caminhou por um bom tempo, até que avistou uma clareira, parecia estar no meio de algum bosque, ou floresta, não sabia ao certo. Andou o que pareceu uma eternidade, mas não se sentia cansado, ou solitário como havia estado nos dias anteriores. Ao chegar a clareira, se deparou com uma enorme estátua, tinha a forma de um anjo, com as asas arqueadas e a cabeça inclinada para o chão, em uma expressão melancólica, suas vestes no tom cinza da pedra, parecia uma tunica esvoaçante, parecia ter vida, e ao mesmo tempo tão morto e inerte como aquelas arvores em volta. O homem olhou tirou os olhos da estátua e os direcionou para o céu, as núves de dissipavam e dava espaço a uma grande lua cheia com uma mancha vermelha bem abaixo, ele se afastou e admirou o cenário em volta, era algo completamente novo e deslumbrante de se ver. A escuridão palpável é invadida pela luz da lua. Retornou os olhos para a estátua, mas tinha algo em seus olhos de pedra que o deixava intrigado, acompanhou a direção a qual eles olhavam, e viu o chão, somente o chão, no entanto, não era esburacado como o da estrada, mas era negro como a noite que o cercava, e de repente ele viu que não havia nada entre seus pés e o solo. A estátua se mecheu, olhando em seus olhos castanhos escuro, lhe stendeu a mão, mas o homem se deixou levar pela escuridão."

Assustou-se com o barulho do relógio que mostrava 11:00 da manhã, tinha um compromisso marcado, virtualmente, a esta hora. Ligou o computador, acessou um software de mensagem instantânea, colocou seu login e senha e em pouco menos de um minuto sua lista de contatos virtual se abriu. Tinha umas 30 pessoas na lista, no entanto, todas estavam bloqueadas com excessão de uma, que tinha o apelido de "Doce Veneno". Mas o que lhe chamou a atenção neste contato, era a exacerbada malícia com seus 17 anos de idade.

Ele disse "oi"

Doce Veneno: Olá, durmiu bem?

Ele: Sim, muito bem e pensando em você e na nossa conversa de ontem.

Doce Veneno: Você não quer se encontrar comigo? Só porque sou menor de idade?

Ele: Não me importo com leis moralistas, você tem 17 anos mas sabe muito bem o que faz. A questão é outra e não cabe a você saber qual é. Mas ja me decidi, nos encontraremos no local combinado, no parque de São Lourenço, é próximo pra você e viável pra mim.

Doce Veneno: Tudo bem, estarei lá, e como é seu nome?

Ele: Me chame de "Anjo".

Doce Veneno: Então esta noite um anjo provará um doce veneno.

O diálogo se seguiu por algumas horas, e quando finalmente desligou o computador, "Anjo", pensou consigo: "A escolha foi feita, a moeda fora jogada, mas não havia lados, e sim minha vontade e poder de persuasão, ha via um objetivo único e eficaz de se fazer presentes e perspicaz. Essa não será só mais uma, mas será a minha princesinha.