
"Ele caminhava por uma estrada estreita, escura, e ladeada por arvores secas e sem vida, até chegou a pensar, como que aquelas arvores ainda permaneciam de pé. Caminhou por um bom tempo, até que avistou uma clareira, parecia estar no meio de algum bosque, ou floresta, não sabia ao certo. Andou o que pareceu uma eternidade, mas não se sentia cansado, ou solitário como havia estado nos dias anteriores. Ao chegar a clareira, se deparou com uma enorme estátua, tinha a forma de um anjo, com as asas arqueadas e a cabeça inclinada para o chão, em uma expressão melancólica, suas vestes no tom cinza da pedra, parecia uma tunica esvoaçante, parecia ter vida, e ao mesmo tempo tão morto e inerte como aquelas arvores em volta. O homem olhou tirou os olhos da estátua e os direcionou para o céu, as núves de dissipavam e dava espaço a uma grande lua cheia com uma mancha vermelha bem abaixo, ele se afastou e admirou o cenário em volta, era algo completamente novo e deslumbrante de se ver. A escuridão palpável é invadida pela luz da lua. Retornou os olhos para a estátua, mas tinha algo em seus olhos de pedra que o deixava intrigado, acompanhou a direção a qual eles olhavam, e viu o chão, somente o chão, no entanto, não era esburacado como o da estrada, mas era negro como a noite que o cercava, e de repente ele viu que não havia nada entre seus pés e o solo. A estátua se mecheu, olhando em seus olhos castanhos escuro, lhe stendeu a mão, mas o homem se deixou levar pela escuridão."
Assustou-se com o barulho do relógio que mostrava 11:00 da manhã, tinha um compromisso marcado, virtualmente, a esta hora. Ligou o computador, acessou um software de mensagem instantânea, colocou seu login e senha e em pouco menos de um minuto sua lista de contatos virtual se abriu. Tinha umas 30 pessoas na lista, no entanto, todas estavam bloqueadas com excessão de uma, que tinha o apelido de "Doce Veneno". Mas o que lhe chamou a atenção neste contato, era a exacerbada malícia com seus 17 anos de idade.
Ele disse "oi"
Doce Veneno: Olá, durmiu bem?
Ele: Sim, muito bem e pensando em você e na nossa conversa de ontem.
Doce Veneno: Você não quer se encontrar comigo? Só porque sou menor de idade?
Ele: Não me importo com leis moralistas, você tem 17 anos mas sabe muito bem o que faz. A questão é outra e não cabe a você saber qual é. Mas ja me decidi, nos encontraremos no local combinado, no parque de São Lourenço, é próximo pra você e viável pra mim.
Doce Veneno: Tudo bem, estarei lá, e como é seu nome?
Ele: Me chame de "Anjo".
Doce Veneno: Então esta noite um anjo provará um doce veneno.
O diálogo se seguiu por algumas horas, e quando finalmente desligou o computador, "Anjo", pensou consigo: "A escolha foi feita, a moeda fora jogada, mas não havia lados, e sim minha vontade e poder de persuasão, ha via um objetivo único e eficaz de se fazer presentes e perspicaz. Essa não será só mais uma, mas será a minha princesinha.